— Boa noite, meu nome é Antônio e faz um dia desde a última vez que eu pensei nos fins dos tempos — disse ele, de cabeça baixa.
— Boa noite, Antônio — ouviu-se ecoar no escuro salão de festas de um prédio recém-construído, utilizado pela primeira vez como sede daqueles encontros.
O local era povoado por seis pessoas que não poderiam ser mais diferentes entre si. O que os unia ali, naquele dia e horário era a mútua aflição:
— Não consegui dormir de ontem para hoje. Fiz a besteira de ver as notícias no jornal da noite e passei a noite em claro pensando em como é inevitável o fim do mundo.
— Você tem tido muitas noites de insônia devido à sua angústia? — perguntou Zita, a coordenadora do grupo.
— Não, pois tenho tomado remédios para dormir. A última caixa, no entanto, acabou antes de ontem. E só conseguirei uma receita nova após as férias do meu médico, em três semanas!
— Você pode tentar fazer o exercício de meditação que o Breno nos sugeriu na última reunião. Eu tenho usado nas últimas semanas e ele tem se mostrado bem eficaz para me acalmar e me fazer dormir — sugeriu Dora, fazendo um aceno em direção em que se sentava o Breno, como se ela agradecesse o colega pela dica.
— Não tenho paciência para meditação. Eu acabo me estressando com todo o ambiente zen. Não consigo parar de pensar em como o momento de silêncio no qual eu deveria tentar não pensar em nada poderia ser a calmaria antes da tempestade — confidenciou Antônio. — Por isso preciso de remédios. É a única coisa que funciona.
— Os remédios são uma forma de mascarar os sintomas da sua condição e deveriam ser apenas algo para se usar no curto prazo ou em emergências e não como uma solução — opinou Zita.
— Para mim são solução o suficiente. Basta eu tomá-los até que a guerra nuclear comece. Com sorte, estarei sob seu efeito quando a onda de choque chegar a mim e não verei nada.
— Para isto estamos aqui, Antônio. Para nos lembrarmos que estas angústias que sofremos são apenas um mecanismo de proteção da nossa mente para o que nos aflige e que há uma diferença entre as nossas fobias e a realidade — disse Zita, procurando acalmar o participante que estava começando a se alterar.
— Mesmo se você estivesse acordado, você não veria nada. Seria tudo muito rápido. A não ser que você estivesse em uma distância razoável do local da explosão. Se fosse este o caso, talvez você visse algo rapidamente, antes de tudo ficar preto. A não ser que estivesse muito distante. Neste caso seria pior. Morrer por radiação. Ou de câncer, anos mais tarde. Isso se você sobrevivesse ao caos que a sociedade se colocaria. Melhor morrer na explosão. Aliás, onde você mora? Eu posso lhe falar, baseando-se no seu endereço, se seria mais provável que você morresse na explosão. O melhor seria se você morasse perto de algum prédio governamental que fosse usado como alvo principal — disse o Carlo, se mostrando prestativo, antes de ser interrompido pela Zita.
— Desculpe interromper, Carlos...
— Carlo!
— Desculpe, Carlo. Carlo, você é novo aqui, então não está acostumado com a dinâmica do nosso grupo. Não tem problema, você terá tempo para se familiarizar com o ambiente e com os participantes. Você obviamente terá sua chance de falar. No entanto, nós procuramos ser construtivos aqui. Nós gostamos de propor soluções para lidarmos com as nossas angústias e com os nossos medos e não nos entregarmos a eles.
— Desculpe, pensei que a informação que passei fosse ser útil para que ele pudesse se acalmar.
— Tudo bem, sei que você queria apenas ajudar, mas nós trabalhamos com outra linha de pensamento. Nós estamos aqui para ouvir pessoas que estejam passando pelas mesmas dificuldades, oferecendo um ouvido amigo.
— Eu moro no 15º distrito — disse Antônio.
— Com certeza você morreria na explosão —informou Carlo.
— Carlo! Por favor! Acabo de lhe dizer que não queremos isso aqui! — disse a Zita, irritada. Virando-se para Antônio, disse: — Você não precisa ouvi-lo. Nós na verdade estamos aqui para ouvir o que você tem para nos dizer.
— Bem, para ser sincero, esta informação que o amigo me deu me tranquiliza bastante. Obrigado! — disse ele, agradecendo o colega.
— Eu gostaria de pedir a todos vocês que não façam este tipo de comentário. Isso não ajuda.
Todos da sala, inclusive o Carlo, aceitaram o pedido, o que encorajou a coordenadora a passar a palavra novamente ao Antônio:
— Eu já terminei o que eu queria dizer. Estou satisfeito com o resultado desta reunião.
O comentário irritou Zita, que novamente explicou aos presentes as regras e os objetivos do grupo. Ela tentou persuadir o Antônio a continuar o seu relato, mas ele não acatou o pedido, obrigando-a a passar a palavra à próxima pessoa:
— Boa noite, meu nome é Dora e faz um ano desde a última vez que eu pensei nos fins dos tempos — disse ela, estufando o peito.
— Boa noite, Dora! — responderam os outros participantes, com exceção do Antônio, que já estava emocionalmente desligado do processo por ter conseguido a cura para a sua chaga.
— Eu sei bem as notícias que o nosso colega assistiu ontem à noite. Eu também as vi, mas não deixei que elas me atingissem. Tudo indica que o fim está próximo. O templo está sendo reerguido e logo o que estava descrito nas escrituras sagradas se concretizará.
— Não é bem este o foco do grupo, Dora. Nós queremos aprender a conviver com os nossos medos, e não alimentarmos as nossas ilusões de que algo ruim realmente acontecerá — reprimiu Zita.
— Mas eu não tenho medo dos fins dos tempos. Eu aguardo ansiosa por este momento. Tenho a certeza de que serei arrebatada e que serei testemunha do julgamento final.
— Por que você está aqui, então? — perguntou Carlo, curioso.
— O filho dela é homossexual e ela acha que ele vai ser julgado — explicou Érico, que até este momento estava calado.
— Gente, por favor, guardem os seus comentários para momentos oportunos. Nós não estamos aqui para atacar ninguém — reprimiu Zita, novamente.
— Mas ele é novo aqui e não sabe dos podres do grupo — defendeu-se Érico.
— Érico, por favor, restrinja o seu linguajar! Isto não é um grupo de fofoca! — irritou-se Zita e virando-se para Dora, continuou: — Desculpe por isso. Não queremos que você sinta que o ambiente é hostil. Este é um espaço seguro para se abrir.
— Não é o que vejo. Eu mal abro a boca e já aparecem terceiros me acusando e espalhando calúnias sobre a minha família — disse ela, olhando de forma irritada para Érico.
— Calúnia? Foi você quem disse que ele é gay. Não, desculpe, o termo usado foi pederasta — defendeu-se Érico.
— Érico! Por favor! Dora, peço também que você não faça acusações desta natureza. Você realmente havia dito isso do seu filho. Foi inclusive este o motivo que lhe trouxe aqui — disse Zita.
Preocupada com o andamento da sessão, Zita pediu a todos para darem um passo — metafórico — para trás, a fim de recuperar a calma e a cordialidade. Fez alguns exercícios de respiração e meditação — para o desespero de Antônio — e voltou a dar a palavra para a Dora.
— Pois saibam que ele se curou.
Um novo passo — metafórico — para trás foi solicitado devido à reação de parte da audiência ao comentário da zelosa mãe, que se mostrou bastante defensiva quanto a hipotéticas acusações de pseudociência e abuso psicológico. Receosa que a sessão se transformasse em um campo de batalha, Zita resolveu fazer um novo discurso lembrando a todos quais eram as regras e os objetivos do grupo. Adicionou a essa sua fala a observação de que o foco dos participantes não era de se conseguir maneiras de se sentirem melhores com a hipotética inevitabilidade dos fins dos tempos e sim de tentar controlar as suas mentes para que estes medos infundados e irreais não os controlassem. Ela estendeu seus comentários por mais alguns minutos, surpresa consigo mesma de ter achado assunto para tal — apesar de ter repetido sem perceber algumas partes — e fingiu ter se esquecido que o momento de fala ainda pertencia à Dora, passando a palavra para o Breno:
— Boa noite, meu nome é Breno e faz cinco dias desde a última vez que eu pensei nos fins dos tempos.
— Boa noite Breno — repetiram todos.
— Eu estava parado no trânsito devido a mais uma demonstração do grupo de pessoas que protesta contra o colapso climático se colando no chão. Passei duas horas completamente sozinho e ouvi no rádio sobre o vulcão que entrou em erupção na Islândia. Não consegui me controlar. Acabei pensando no fim do mundo por causa do aquecimento global e da forma como nós humanos estamos destruindo o planeta e matando a única biosfera do universo! Quase entrei em pânico!
Neste momento, Carlo levantou a mão e passou a olhar para a Zita, como se esperasse permissão para falar. Ela, que de primeiro momento fingiu não ter visto o gesto, acabou cedendo devido à insistência do novato:
— Carlo, vejo que você está pedindo a palavra. Antes de passá-la, precisamos pedir permissão ao Breno e você precisa prometer que não fará comentários desrespeitosos.
Com a confirmação das condições por parte do Carlo e do aval da passagem da palavra vindo do Breno, aquele comentou:
— Se você está com medo de aquecimento global por causa de um vulcão, não se preocupe. Vulcões e terremotos em nada tem a ver com a ação humana.
— Isso é o que os chineses querem que você pense, — disse o Antônio, surpreso com a ingenuidade do colega.
Pasmo com o comentário, Carlo decidiu ignorá-lo e continuou seu raciocínio, voltado para o Breno:
— Na verdade, se tivermos erupções vulcânicas muito severas ela causaria um resfriamento do planeta e não um aquecimento.
— Resfriamento? Mas vulcões são feitos de fogo — perguntou Antônio, confuso.
— Vulcões são feitos de rochas. Lava não passa de rocha derretida. Haveria um resfriamento porque a cinza lançada na atmosfera bloquearia a luz solar — explicou Carlo.
— Então erupções vulcânicas são boas para evitar o aquecimento global? — perguntou Breno.
— Bem, uma erupção nesta escala causaria uma catástrofe, pois afetaria a produção de alimentos e milhões poderiam morrer de fome.
— Que ótimo, agora eu tenho mais um motivo para me preocupar — ironizou o Breno.
— Você está novamente entrando em uma área que não é o foco do grupo — repreendeu Zita.
— Eu discordo — interrompeu Érico, mais confortável em participar das discussões do grupo. — O que ele disse está diretamente ligado às preocupações do Breno, que tem o direito de saber exatamente qual a realidade da sua preocupação, neste caso, com vulcões.
— Mas não estamos aqui para falar de vulcões! — exclamou Zita.
— Não, estamos aqui para falar de como nós temos dificuldades em viver em um mundo cheio de ameaças. Cada um de nós tem algo a temer, mas todos nós tememos o fim. Alguns dos medos de alguns são infundados para outros, mas isso não diminui a necessidade de se falar deles. E quanto aos vulcões, este era um medo do Breno, pois ele acreditava que se tratava de algo relacionado à ação humana e agora ele pode dormir tranquilo, sabendo este não ser o caso.
— Agora eu tenho um motivo a mais para não dormir — corrigiu o Breno.
— O que eu disse pode ocorrer, mas é estatisticamente improvável que aconteça nos próximos séculos— emendou o Carlo.
—Vê? Agora o Breno pode dormir mais tranquilo, sabendo que o que ele viu no rádio não está relacionado à sua aflição — completou Érico.
Acreditando que a reunião estava se transformando em um inesperado sucesso, Zita relaxou nas suas leis e deixou as conversas ficarem mais espontâneas. O próximo a tomar a palavra foi exatamente o Érico:
— Boa noite, meu nome é Érico e faz duas semanas desde a última vez que eu pensei nos fins dos tempos.
— Boa noite, Érico— disseram Zita, Breno e Carlo.
— Eu tenho tentado me controlar em relação às minhas neuras e acredito que tenho sido bem-sucedido nestas duas últimas semanas. O que fiz foi parar de ver noticiários e de entrar na internet.
— Você tem medo de que? — perguntou Carlo.
— Tenho medo de que uma guerra biológica ponha fim à humanidade. Sei que meus medos são infundados, que não haveria ganhadores em uma guerra destas e por isso ela seria muito improvável. No entanto, eu tento ficar longe de notícias por enquanto, pelo menos até as coisas esfriarem.
— Esfriarem? Você está de brincadeira — alertou o Breno.
— Desculpe, eu quis dizer metaforicamente, quando os conflitos no oriente, no oriente médio, em África, na Europa e na América Latina acabarem.
— O que você quis dizer com não haver ganhadores? — questionou o Carlo.
— Se alguém usar armas biológicas estes também seriam afetados, então o lógico seria que todos tenham medo de começar.
— Iguais às armas nucleares, garantidoras da paz— opinou Antônio.
O círculo de discussões foi então novamente convocado, com todos os participantes tentando mostrar aos outros integrantes do grupo o quão ridículas são as suas aflições, pois o perigo real estaria de fato no temor do próprio interlocutor.
Dora foi chamada de iludida pelo Érico, logo após ele comparar seu Deus com entidades mais lúdicas como o coelhinho da Páscoa ou o Papai Noel. Ela foi prontamente defendida pelo Antônio, que o xingou de ateu sem-vergonha, após tentar ridicularizá-lo por ser ele quem tem medo de ameaças imaginárias, colocando também o Breno no mesmo saco, pois obviamente algo como aquecimento global não passava de uma conspiração inventada pelos chineses para se vender mais condicionadores de ar. Antônio foi humilhado pelos dois atacados, mas não entendeu o que havia sido dito e por isso considerou ter ganho a contenda.
No meio disso tudo estavam a Zita, coordenadora frustrada de um grupo de apoio que se transformara em um grupo de ataques pessoais, e Carlo, que se perguntava se todas as reuniões eram assim, animadas.
Com medo de perder completamente o controle, ela tentou encerrar os assuntos e a reunião, o que foi prontamente contestado por Carlo, que argumentou ter sido ele o único que não tivera a chance de falar, apesar de ter escutado a todos.
Com pena do colega, Zita pediu para que todos se sentassem para escutá-lo:
— Boa noite, meu nome é Carlo, e faz um minuto que eu não penso nos fins dos tempos.
— Boa noite, Carlo — disseram todos, com um ar contrariado por terem que permanecer ali.
— Esta é a minha primeira visita a um grupo de apoio como este— disse ele, referindo-se tanto a fazer parte de um grupo de apoio, quanto ao grupo não ser muito acolhedor. — Eu vivo em angústia há anos, pois trabalho com algo que poderia estar diretamente relacionado com os fins dos tempos.
— Você trabalha na indústria armamentista? — perguntou o Antônio.
— Não.
— Você é biólogo? — questionou o Érico.
— Não.
— Trabalha para alguma petroleira? — indagou o Breno.
— Não.
— É satanista? — interrogou a Dora.
— O quê? Satanista? Não! Eu sou físico teórico.
— Teórico? Mas físicos teóricos não fazem armas! — exclamou o Antônio.
— Eu nunca disse que eu as faço. Nem estou relacionado diretamente a nenhum fator que pode estar conectado ao fim dos tempos. A não ser o estudo da natureza.
— O que o estudo da natureza tem a ver com fim do mundo? — indagou o Antônio, meio impaciente com o novato.
— Não falei fim do mundo. Falei fim dos tempos. Eu estudo a nossa própria realidade, o que torna o meu trabalho uma filosofia atrelada à matemática. E nestes estudos nós nos deparamos com uma ameaça única, intransponível, iminente.
— Qual? — questionou o Érico.
— Decaimento do vácuo – disse ele, transtornado.
— O que é decaimento no vácuo? – perguntou Dora.
— É quando alguém cai em um forno a vácuo— explicou Antônio.
— O quê? Não! Decaimento do vácuo não tem nada a ver com vácuo em si. O vácuo ao qual eu me refiro é o vácuo quântico.
— Isso não é esoterismo? — perguntou a Dora, desconfortável em discutir feitiçaria no seu grupo de apoio.
— Não! Isso é ciência. Vácuo quântico é o nome dado ao estado com a menor energia possível. Todas as partículas do universo buscam atingir este estado. Pensem em uma bola no topo de um morro. Ela está cheia de energia potencial e, estando ela no alto, pode-se dizer que ela está instável e quer descer o morro, ou seja, perder energia e ficar mais estável. É assim com todas as partículas do universo. Todas querem descer o morro. Porém, há uma partícula, o bóson de Higgs, que está em um estado de vácuo falso, ou seja, ela “acha” que está no menor estado possível. Mas nós descobrimos que há um estado de energia ainda menor! É como se ela, ao descer o morro, se deparasse com um obstáculo e ficasse lá, parada, achando que estivesse no fundo, quando na verdade, havia o resto da ladeira, esperando para ser descido!
— E? — perguntou Breno.
— E se em algum lugar do universo houver um evento quântico em que esta partícula consegue chegar a um estado menor ainda de energia, ou seja, ela conseguir descer o morro todo, ela irá contaminar todo o seu redor, que contaminará o redor dela e assim em diante, até que todo o universo seja consumido.
— Consumido pelo que? — indaga Zita, confusa.
— Pela inexistência. O universo seria completamente deletado!
— Besteira! Até parece que os americanos iriam deixar. Com certeza eles iriam mandar uma nave para explodir esse negócio — disse confiante o Antônio.
— Essa é a pior parte. Não há como saber se a ameaça está vindo em nossa direção, pois esta contaminação acontece na velocidade da luz. Se ela viesse em nossa direção, tudo de repente deixaria de ser. Em um momento estamos aqui conversando e no próximo, não há nada!
— Carlo, eu tenho certeza de que você é bom no seu trabalho, mas você não acha que este tipo de evento não teria acontecido? O universo já não é bem velho? — perguntou o Érico.
— Isso já deve ter ocorrido várias vezes, mas na maioria delas o próprio universo empurra a contaminação de volta e ela colapsa em si mesma. Mas basta apenas uma pequena bolha contaminada um pouco maior do que de costume para tudo sair do controle!
— Nós vivemos com este tipo de angústia diariamente, Carlo. E estamos aqui para ajudá-lo. Podemos lhe passar um exercício de meditação para você fazer quando se sentir mais agitado e podemos conversar sobre o tema nas sessões seguintes— disse a Zita, amigável.
— Vocês não acreditam em mim, não é mesmo? — perguntou Carlo, ofendido.
— Não mais do que eu acredito na lorota de aquecimento global ou bactéria assassina— comentou Antônio.
— Antônio! Por favor! — interrompeu a Zita, cortando quaisquer outras animosidades do grupo. Virando-se para o Carlo, ela continuou: — assim como você disse ao colega, é algo improvável, não é mesmo? Quais as chances de algo desta magnitude acontecer nos próx
Foto: marianabarros.art


Muito bom! Haha Também demorei uns segundos para entender! Achei que tava com erro a página! 😅
Muito bom! E o final foi brilhante (demorei uns segundos para entender) kkk