Guilherme esperava, ansiosamente, pelo pacote que deveria ser trago, à sua casa, pelo correio. Já se fazia três semanas que ele comprara um equipamento de iria melhorar, significantemente, a sua qualidade de vida e ele sequer dormia devido à ânsia em tê-lo em mãos e usá-lo.
Um pesado investimento já havia sido feita para a compra de uma máquina de café expresso, assim como uma balança capaz de medir, com exatidão, o peso dos grãos a serem utilizados. Um filtro de água foi, igualmente, comprado para que a pureza do produto fosse garantida. Restava apenas um item para a coleção: um moedor de grãos, manual, feito artesanalmente, com materiais nobres e que garantia uma uniformidade invejável para a preparação da bebida.
Quando a caixa chegou, ele parou tudo que fazia para recebê-la. Parou de trabalhar, desligou seu telefone, fechou as janelas e, finalmente, desempacotou o seu brinquedinho, como se aquele fosse um presente vindo do Papai Noel.
Leu com atenção todas as instruções do produto e resolveu, naquele momento, fazer a melhor xícara de café que ele tomaria na vida.
Abriu a garrafa de água mineral importada, a filtrou e a despejou no recipiente da sua máquina de café, que esquentava e se preparava para funcionar. Pegou o seu novo moedor e o regulou para a exata moagem necessária para se fazer o tipo de café que ele queria. A seguir, pegou o pacote de café e preencheu o moedor com os grãos já torrados. E os moeu. O processo demorou mais de um minuto e foi extremamente prazeroso.
Assim que tinha o uniforme pó, colocou-o na máquina e a acionou. Agora restava esperar.
Quando a xícara estava pronta, ele a colocou sobre um pequeno pires e a levou para a mesa de centro da sua sala de estar. Sentou-se no sofá e, com certa afobação, tomou o primeiro gole. Depois o segundo. Depois o terceiro. E a xícara esvaziou-se. Não notou qualquer diferença.
O livro completo pode ser baixado da página da Editora Subsolo no Instagram. @editorasubsolo


Muito bom. Parabéns pelo publicação.
Experiência própria? Hehehe